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Em 2018, um dos maiores espetáculos da terra, o desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, quebrou o silêncio das mídias e deu voz as críticas da população brasileira que está cansada de tanta corrupção e insatisfeita com as políticas que retiram direitos dos trabalhadores do país. Os destaques nota 10 neste carnaval foram as críticas às reformas Trabalhista e Previdenciária, e ao Presidente Michel Temer.

Pessoas, crianças baleadas dentro de escolas, trabalhadores com fome, ratos representando a classe política do Brasil e até um presidente vestido de vampiro. Cenas que foram retratadas e expostas para todo o planeta pelas Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Em 2018, o carnaval refletiu a indignação do brasileiro.

Na Sapucaí, a escola de samba Paraíso do Tuiuti apresentou o enredo “Meu Deus, Meu Deus, está extinta a escravidão?” e arrancou aplausos ao realizar uma crítica social, ao racismo, a exploração dos trabalhadores e a reforma da previdência e trabalhista.

Durante o desfile, integrantes da Paraíso do Tuiuti vestiam verde e amarelo em trajes de pato, alusão ao pato da FIESP. A escola de samba abordou a história geral do Brasil, contando desde a escravidão dos negros até as perdas recentes dos direitos trabalhistas e a exploração do trabalho escravo. A escola encerrou o desfile apresentando no último carro alegórico um vampiro com uma faixa presidencial, simbolizando o Presidente Michel Temer. E as críticas em plena maior festa popular não pararam por aí.

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A grande campeã do Carnaval, a Beija Flor de Nilópolis, ousou e também apostou nas críticas em seu desfile. Considerado pelos especialistas como um dos melhores sambas de enredo do ano, o samba da Beija Flor, “Monstro É Aquele Que Não Sabe Amar (Os Filhos Abandonados da Pátria Que Os Pariu)”, foi unanimidade entre os foliões e quesito decisivo para a escola levar o título.

O fato é que os desfiles das escolas de samba fizeram ecoar a voz do povo brasileiro. Foram uma válvula de escape para os trabalhadores do país que estão sendo massacrados pelas políticas do Governo Federal, apoiadas pelos Governos estaduais, como é o caso do Espírito Santo, onde o governador Paulo Hartung já declarou ser favorável as propostas de reformas que só retiram direitos dos trabalhadores para beneficiar grandes empresas e empresários.

Assembleia contra a PEC 287

Ano passado, depois de muitas manifestações convocadas pelo Sindipol/ES aqui no estado e até em Brasília, a votação da reforma da Previdência foi adiada para fevereiro. O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), que desde 2016 luta contra a PEC 287, convoca a presença de toda categoria para um ato público contra a PEC da maldade.

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Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

A PEC-287 propõe a reforma dos direitos previdenciários e retira direitos da categoria da Polícia Civil, atingindo policiais ativos, inativos, pensionistas e familiares dos profissionais da segurança pública.  Caso a proposta seja aprovada, o policial civil brasileiro pode ser um dos últimos a se aposentar em todo mundo.

 “A proposta da Reforma da Previdência é uma ameaça a todos os direitos. Nós temos que reunir forças e agora mais do que nunca endurecer a luta contra a reforma e a retirada de direitos do trabalhador brasileiro, pois, não é justo que o trabalhador pague as contas da corrupção”, disse Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS