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“O Espírito Santo está longe de ser como o Rio de Janeiro”. Foi o que afirmou o Secretário de Segurança Pública do ES, André Garcia, em relação à criminalidade nos dois estados. Para o Sindipol/ES, a única diferença é de que no Rio de Janeiro, o número de policiais é três vezes maior.

Hoje, a polícia civil capixaba conta com somente 2.220 policiais. Em 1998, quando a população era menor, o número era de 3.800. No estado vizinho são 9.704 profissionais. O efetivo de policiais militares no Espírito Santo também é baixo, são apenas 8.441. Já no Rio de Janeiro, o número é de 45.429.

“Entendemos que o Rio é um estado com mais habitantes, por isso tem mais policiais. O que não entendemos é a afirmação de que as situações são bem diferentes, como se no Espírito Santo os crimes não fossem altos. Temos inúmeros exemplos de que a criminalidade está sem controle. Não há investimento na segurança pública, o cargo de investigador, por exemplo, teve seu último concurso em 1993, a perícia está defasada em 80%, não dá pra aceitar, a polícia civil no geral atinge uma defasagem de 60%”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Na última semana, dois casos chamaram a atenção da população e fizeram dos capixabas reféns do medo.

O primeiro caso aconteceu no bairro Central Carapina, na Serra, quando policiais civis foram cumprir um mandado de prisão e foram recebidos a tiros pelos criminosos. Houve tiroteio entre os bandidos e a polícia. O local teve toque de recolher na última quarta-feira (21), os comerciantes ficaram impedidos de abrirem as portas.

Em Vila Velha, bandidos armados de fuzis explodiram uma agência do Banco do Brasil, no bairro Coqueiral de Itaparica. Pessoas que estavam em um bar ao lado foram feitas de reféns pelos criminosos.

Condomínio Ourimar

No mês de janeiro, uma reportagem feita pelo G1 ES apontou que no ano de 2017, 48 famílias foram expulsas de um condomínio no município de Serra. Trata-se do Ourimar, onde os moradores que ficaram são reféns do tráfico de drogas. Quem tenta enfrentar a presença dos traficantes sofre punições.  No dia 7 de fevereiro deste ano, um jovem foi assassinado dentro de seu apartamento, no mesmo condomínio. Veja.

“Os policiais se desdobram para prestar um serviço de qualidade, arriscam suas vidas e mesmo assim não são valorizados, não são respeitados pelo Governo do Estado. A ausência de políticas públicas estruturantes impede que a criminalidade diminua. Portanto, não podemos achar que a polícia tem tudo sobre controle, porque não tem. Poucos guerreiros não podem dar conta de milhares de criminosos. Exigimos a recomposição do efetivo, exigimos respeito, basta”, finalizou, Leal.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS

 

Foto/Divulgação