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“Eu acredito não ser necessário”, disse o Secretário de Segurança do ES, André Garcia ao Bom dia ES, sobre a criação do Ministério de Segurança Pública criado pelo presidente Temer.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito (Sindipol/ES), a nova pasta do Governo é uma importante decisão contra a criminalidade no país e um avanço pela criação das políticas de segurança pública voltada para a área que vem sendo literalmente sucateada no Brasil.

Há que se ressaltar que muitas arestas devem ser aparadas no que tange a intervenção federal no Rio de Janeiro, as políticas públicas que envolvem os estados vizinhos e suas implicações que perpassam por valorização do profissional e investimento nas agências de segurança pública, pois a porta de entrada do crime tem que ser fechada e a realidade demonstra estar muito a quem do que é pregado pelo Governo. Lembrando que há um ano atrás a segurança pública estava em crise e houve uma explosão de crimes no Espírito Santo, por exemplo. Com a atual situação da região sudeste, o quadro se agrava. 

Todavia, o Sindipol/ES é favorável a implantação de um modelo de segurança realmente efetivo, como a implantação de serviços de monitoramento das divisas pelas forças de segurança, desde que os operadores de segurança pública sejam devidamente remunerados por meio de diárias, iseo e escalas especiais.

Ministério da Segurança Pública

Por sua vez, o Ministério da Segurança Pública foi instituído por meio de Medida Provisória e publicado no Diário Oficial da União dessa terça-feira (27). A nova pasta é composta pela incorporação de órgãos antes vinculados ao Ministério da Justiça, como a PF, PRF, Secretária Nacional de Segurança Pública e o Departamento Penitenciário Nacional e tem por objetivo coordenar e promover a integração dos serviços de segurança pública em todo o território nacional.

Pacote de medidas

A criação do Ministério de Segurança Pública faz parte de um projeto do Governo para reforçar a segurança pública e já conta com a realização da intervenção federal no Rio de Janeiro.

Hoje, a cidade do Rio de Janeiro sofre com uma das piores ondas de violência da sua história. Com o Estado falido, faltam recursos para investir na saúde, educação e segurança. Uma situação não muito distante do Espírito Santo.

Em ambos os Estados, existem casos em que a criminalidade está sem controle. Por exemplo, na última semana na Grande Vitória, ocorreram dois casos que fizeram a população reféns do medo. Veja a matéria.

Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES), Jorge Emílio Leal, a ausência de políticas públicas realmente estruturantes gera insegurança, potencializando o aumento da criminalidade e a sensação de impunidade.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

“O pacote de medidas é um sinal de que o nosso grito foi ouvido e de que o Governo reconheceu a crise na qual a Segurança Pública se encontra. Hoje, a ausência de politicas de segurança e de orçamento impede que a criminalidade diminua diante do caos estrutural que a instituição policial civil se encontra, ante a desidratação do efetivo pela falta de recursos humanos agravadas pela falta de recursos materiais, diante da ausência de investimento em segurança pública. Quadro em que os policiais heroicamente se desdobram para prestar um serviço de qualidade a sociedade, sendo que cada vez são desvalorizados”, disse. 

 

(Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

 

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