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Os cartazes foram afixados em locais de grande circulação de pessoas em Vitória. A Polícia Civil está investigando o caso e procura o autor das ameaças. O Sindipol/ES acredita que os cartazes mostram a descrença nas forças policiais e reforçam o domínio de criminosos em terras capixabas.

Os cartazes com ameaças a assaltantes diz que é ‘Proibido roubar cidadãos, comércios, celulares, carros e motos’ em pelo menos 10 bairros da capital do Estado. O aviso colado em postes, paredes de comércio e pontos de ônibus de Vitória ainda faz mais ameaças a quem não obedecer, ‘Sujeito a punições’.  Os cartazes foram colados até em frente a Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (Patrimonial) , do Primeiro Batalhão da Polícia Militar e do Quartel General da PM/ES.

 A situação virou notícia na imprensa local e a Polícia Civil agora trabalha para identificar o autor das ameaças. A suspeita é de que a ordem tenha sido de traficantes que dominam a região da Grande Consolação, que engloba os bairros da Penha, Bomfim, Gurigica, Santos Dumont e São Benedito.  Independentemente de quem fez os cartazes, nas ruas, as ameaças dividiram opiniões. Algumas pessoas aprovam e relatam que não aguentam mais serem vítimas de assaltantes e da inoperância do sistema público de segurança.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) esse é mais um exemplo da ausência do poder público e ineficiência das políticas de segurança. O Sindipol/ES lembra que já isso já aconteceu em Cariacica, outra cidade da Região Metropolitana. No município, na embalagem de maconha vendida no bairro Porto de Santana, traficantes diziam que era proibido roubar na região e, caso algum morador fosse assaltado, deveria “reclamar” na boca. Veja aqui.

“Esses são exemplos claros do poder paralelo do crime no Espírito Santo. Quando não temos forças policiais estruturadas e políticas de segurança eficientes, acontece isso. Os criminosos ditam regras e leis onde o Estado é ausente”, disse Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Jorge Emílio lembrou que a Polícia Civil capixaba sofre com uma defasagem superior a 60% em seu quadro operacional. Por causa do baixo número de profissionais, faltam policiais nas delegacias e sobram inquéritos para serem investigados, fatores que colaboram para insegurança da população.

“Cresceu o número de roubos a patrimônios, a veículos e homicídios. Muito trabalho e pouco, quase nenhum reconhecimento para os policiais. Os poucos policiais que estão trabalhando não sabem o que é revisão salarial há mais de três anos.  O Sindicato oferece cursos de aperfeiçoamento que deveria ser papel do Governo estadual.  Necessitamos de uma política pública estruturante que reformule a Polícia Civil e valorize os policiais. Só assim o Estado retomará o controle da segurança no Espírito Santo”, pontuou.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!