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A Secretaria de Segurança do Espírito Santo diz que equipamentos estão em manutenção e não sabe detalhar quantas câmeras o Governo possui ao todo. Uma delas poderia ter identificado bandidos que explodiram um banco, em Vila Velha.

As câmeras de videomonitoramento do Governo estadual fazem parte do Programa Olho Digital e deveriam ser operados por policiais, porém, o Governo diz que algumas câmeras foram danificadas por vândalos ou durante podas de árvores, e foram cedidas para as Prefeituras da Grande Vitória. Mas um fato chama atenção: a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) diz que possui 421 câmeras espalhadas pela Região Metropolitana em convênio com os municípios, mas as prefeituras informaram que trabalham com 521, 100 a mais. A Sesp não soube explicar a diferença no número de equipamentos.

Para o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES), a falta de controle da Sesp é um desrespeito ao cidadão capixaba.

“Como a Secretaria de Segurança gasta dinheiro público comprando câmeras e não sabe quantas possui? Esse é apenas um exemplo da ingerência que coloca todo o sistema de segurança pública do estado em cheque”, acrescentou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

CÂMERAS PODERIAM TER EVITADO CRIME EM BANCO

Há algumas semanas, uma agência do Banco do Brasil foi explodida por criminosos, em Vila Velha. Para roubar o dinheiro dos caixas eletrônicos, além de explodir a agência, os assaltantes renderam clientes e funcionários de um bar ao lado do banco. 

Uma das câmeras do Governo fica exatamente em frente ao Banco do Brasil, mas ela está quebrada e não flagrou os bandidos.  Das 521 câmeras do Estado, 154 não estão funcionando. O programa Olho Digital custou R$ 36 milhões ao Espírito Santo e o retorno em segurança para a população não é o esperado.

No Morro do Moreno, em Vila Velha, mesmo município onde o assaltantes explodiram o Banco do Brasil, os moradores gastaram R$ 70 mil para comprar sistema de vídeo para ter mais segurança. Além das câmeras do Governo, a cidade de Vila Velha ainda possui equipamentos de videomonitoramento da Prefeitura.

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo acredita que o Governo precisa rever as prioridades em investimentos.

“Necessitamos de investimentos nas forças policiais, principalmente na Polícia Civil. Não adianta ter câmeras que não funcionam. E mesmo se funcionassem, quem iria investigar os crimes flagrados por elas. Faltam policiais civis nas delegacias. Na verdade, nem delegacias com uma estrutura mínima de trabalho o Espírito Santo tem”, pontuou, Jorge Emílio Leal.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!