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Foi publicada no Diário Oficial do Espírito Santo da última terça-feira (20) a criação de uma comissão com o objetivo de viabilizar a contratação da banca responsável pelo concurso da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares. Por outro lado, a instituição responsável pela prova da Polícia Civil está em vias de ser contratada sem a análise de uma comissão criada nos moldes da PM e BM.

A delegação formada é composta por bombeiros e policiais militares e tem as seguintes funções:

  1. elaborar o termo de referência para a contratação de instituição para realizar o  concurso  público referido no art. 1º;
  2. prestar apoio à Comissão Permanente de Licitação da SESP quanto à avaliação técnica das propostas apresentadas;
  3. supervisionar a banca organizadora contratada para a realização do certame

 

A banca que fará o concurso ainda não foi escolhida e será definida de acordo com a delegação.

Polícia Civil

 Se no caso dos militares, uma comissão formada por PM´S e bombeiros foi criada para análise e contratação da instituição, no caso da polícia judiciária a situação é bem diferente. A banca responsável pelo concurso está quase definida de forma direta, por dispensa de licitação.

Veja a publicação

Além disso, a empresa escolhida não possui experiência em concursos dessa importância. Na área de segurança, o único processo realizado pela instituição foi o do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.

Para o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, é inadmissível a diferença no tratamento entre os dois concursos, principalmente quando uma banca organizadora de concurso escolhida não possui notória especialização, diferente do CESPE/UNB, FGV, CESGRANRIO, etc.

“O concurso aberto para a polícia civil já foi idealizado prevendo pouquíssimas vagas, apenas 173 vagas, que não preenchem nem um terço da defasagem da polícia civil, diferentemente da Bahia que abriu 1000 vagas, do Rio Grande do Sul que abriu 1200 e de São Paulo, 2750. Agora, contratam uma instituição, que não é muito conhecida, realizou poucos concursos, e o pior, sem licitação, sem uma comissão criada para analisar. Não entendemos essa diferença de tratamento. É lamentável”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS