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Muito trabalho e poucos policiais civis. A delegacia de polícia de Jaguaré é mais uma a sofrer com a falta de efetivo no Estado. A situação foi constatada na última terça-feira (10) pelo vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo Humberto Mileip, durante inspeção sindical.

No ano passado, o município do norte capixaba apresentou um alto número de homicídios. Foram 31. Além disso, a unidade policial registrou cerca de 2.300 ocorrências. Ao todo, a DP tem 500 inquéritos tramitando.

De acordo com o último censo do IBGE, Jaguaré possui uma população de 29.642 pessoas. O DPJ do município conta com um efetivo de apenas quatro policiais civis. Ou seja, um policial é responsável por atender as demandas de aproximadamente 7.410 habitantes.

“É lamentável. Em todo Espírito Santo a categoria e a sociedade sofrem com o baixo efetivo. Hoje temos apenas 2.200 policiais civis para atender as demandas de todo Estado. Não está fácil, os profissionais estão se desdobrando, mas se não houver investimentos, a sociedade vai ficar cada vez mais refém da criminalidade”, disse, Mileip.

Além da falta de pessoal, a delegacia de Jaguaré não tem sequer uma viatura caracterizada. Os dois veículos disponíveis são descaracterizados. Os seja, os presos são levados no banco de trás, e a única segurança para os policiais são as algemas. Outro problema evidenciado na inspeção é a falta de materiais de escritório. Chegam sempre com atraso.

Mesmo com todos os problemas, a categoria luta diariamente para prestar um serviço de qualidade à população. Na madrugada de ontem (10) o professor e militante Marcos Túlio foi assassinado, em Jaguaré. Em conjunto com a Polícia Militar, os profissionais da polícia judiciária do município agiram rápido, e em menos de 24 horas, todo o crime já estava solucionado, com todos os participantes e objetos do latrocínio apreendidos. Fizeram parte da operação o delegado Rafael Amaral Ferreira, os agentes Adilson Toledo e Francisco Nascimento Silva e o escrivão Cláudio Federici.

Ocorre, que, devido o baixo efetivo, a delegacia teve que ser fechada para que as diligências do crime pudessem ser feitas.

O presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, afirma que o Governo tem a obrigação de valorizar os profissionais, porque sem investimentos na segurança, a sociedade ficará cada vez mais insegura.

“Nossos policiais, mesmo sem condições de trabalho, sem efetivo, estão se desdobrando para prestar um serviço de qualidade. É inadmissível a situação em que se encontra a segurança pública capixaba. Precisamos de um política de Estado realmente estruturante. Só assim vamos impedir o aumento do crime, criminalidade e criminoso” afirma.

Veja as fotos.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS