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Pela ausência de policiais civis para trabalhar nas delegacias, policiais militares do Espírito Santo passaram uma noite inteira e parte de uma manhã de trabalho sem realizar o patrulhamento ostensivo na cidade de Vila Velha. A PM ficou parada por que não tinha delegado para receber uma simples ocorrência de furto de celular.

Vila Velha, terça-feira (10/04).

A Polícia Militar foi chamada para atender uma ocorrência de furto que terminou em pancadaria. O suspeito, um adolescente de 13 anos furtou um telefone celular em um quiosque da orla de Coqueiral de Itaparica. O rapaz foi identificado e agredido por algumas pessoas. Viaturas da PM foram deslocados para conter a confusão. Os policiais militares agiram como manda a lei. Deram voz de prisão ao suspeito, que confessou ter furtado o celular, e também levaram para a delegacia agressores do rapaz menor de idade.

A delegacia funciona em regime de plantão, mas estava sem delegado. O delegado que naquela noite deveria estar na delegacia de Vila Velha, também estava de plantão na delegacia de Cariacica, cidade vizinha, onde muitas ocorrências também são registradas.

Por isso, os policiais militares passaram a noite de terça e parte da manhã de quarta-feira na porta da delegacia de Vila Velha aguardando um delegado para receber uma simples ocorrência de furto. Deixaram de realizar o patrulhamento ostensivo de madrugada na cidade, período em que lojas são arrombadas e trabalhadores assaltados voltando ou saindo de casa.

A falta de profissionais nas delegacias está comprometendo o serviço prestado a população capixaba, alertou o presidente do Sindicato dos Policiais civis do Espírito Santo, Jorge Emílio Leal. Ele foi ao local e viu seis viaturas da PM paradas.

“Ficaram 6 viaturas da PM paradas a noite toda na regional de Vila Velha em razão de não ter sequer um delegado de plantão no município canela verde, que é altamente populoso, enquanto a sociedade permanece abandonada e sem segurança. Já faz tempo que isso acontece. Delegados acumulam responsabilidades. Ficam responsáveis por várias delegacias e não conseguem estar em dois lugares ao mesmo tempo. Isso compromete o policiamento ostensivo”, explicou.

No último levantamento feito pelo Sindipol/ES a defasagem da Policia Civil já superava 60%.

“A proposta de retorno dos aposentados e o concurso público recém anunciado são medidas que não resolvem o problema. A Polícia Civil hoje não tem fôlego para fazer o que deveria. Medidas paliativas não resolvem o problemas”, pontuou Jorge Emílio Leal.

 

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