Em atendimento à solicitação do Ministério Público do Trabalho (MPT), o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), Jorge Emílio Leal, e o advogado do sindicato Jânio Jacinto Araújo, retornaram nesta quarta-feira (19), à Delegacia de Piúma para averiguar as atuais condições estruturais da unidade. Essa frente de trabalho do MPT em conjunto com o Sindipol/ES se deu em virtude das denúncias constatadas com as inspeções sindicais realizadas pelo sindicato. Clique aqui e veja.

Delegacia de Piúma

A precariedade estrutural era evidente na Delegacia de Piúma. O local era completamente inseguro e oferecia risco para os policiais e para a sociedade que utiliza os serviços prestados pela polícia civil. Toda a estrutura do local estava afetada, com paredes queimadas, infiltrações, fiação elétrica exposta, além de mofo, bolor e esgotos estourados a céu aberto. À época, falava-se da possibilidade de aluguel de uma imóvel para funcionamento da Depol. A promessa perdurou por quase uma década.

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Das instalações físicas

Atualmente, a situação estrutural da unidade policial é diferente da encontrada durante as inspeções sindicais. Em razão da atuação do Sindipol/ES, a polícia civil adquiriu um imóvel novo, em um terreno amplo, à beira da BR, onde hoje está localizada a Delegacia de Piúma.

O imóvel possui uma estrutura regular, climatizada e com acessibilidade. No entanto, parte da fiação elétrica recém-instalada apresentou problema, resultando em um curto circuito e explodindo algumas lâmpadas. Outra demanda deixada de lado é a instalação de uma grade de proteção na área destinada aos suspeitos detidos. Segundo informações, já foi escolhida uma empresa por meio de licitação há quatro meses, mas nada foi resolvido até o momento.

Das condições de trabalho

Apesar da estrutura nova para a Delegacia de Piúma, velhos problemas ainda prejudicam em muito o trabalho dos cinco aguerridos policiais civis, que atendem, atualmente, 500 inquéritos policiais, de nove bairros, com uma população estimada em mais de 20.395 habitantes. E o número de pessoas mais que dobra durante o verão e carnaval.

O resultado disso é a sobrecarga de trabalho, acúmulo de funções, desvio e usurpação de função, desmotivação, estresse e outras doenças decorrentes desse descaso. E a falta de pessoal compromete bastante o trabalho da delegacia no atendimento à sociedade.

Para se ter uma ideia, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2009  e 2011, o município registrou 11 homicídios. O mesmo número de assassinatos registrado até o momento em 2016, apesar do discurso do governo afirmando a queda na taxa de homicídios.

Outro grave problema é a cota de combustível que não é suficiente para suprir as longas distâncias que os policiais precisam percorrer para dar andamento às demandas da polícia judiciária. Quando é preciso ir à 07ª Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, os policiais seguem um percurso de ida e volta estimado em 135 km, que dura em média duas horas. 

Inspeções sindicais Sindipol/ES 2016

De acordo com o presidente do Sindipol/ES, as mudanças que estão ocorrendo são em decorrência das inspeções sindicais e de toda luta em prol da categoria. “O Sindipol/ES seguirá com o incessante trabalho de inspeção sindical que já vem sendo realizado desde o início de nossa gestão. Agora, em trabalho conjunto com o MPT, estamos retornando nas delegacias para averiguar se, após nossas denúncias, alguma providência foi tomada visando melhores condições de trabalho para os policiais civis de todo o Estado do Espírito Santo”, disse Jorge Emílio Leal.

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