O município de Santa Leopoldina possui grande valor histórico para o estado do Espírito Santo. Com uma dimensão territorial de 718, 097 km² e população estimada em 12.887 habitantes, a cidade faz parte da Rota do Imigrante e Rota Imperial, além de ser reconhecida por ter o melhor carnaval de rua da Região Serrana.

Mas toda essa a importância parece não ser levada em consideração quando o assunto é segurança pública na cidade. Foi o que constatou a Diretoria do Sindicato dos policiais civis do Estado do Espírito Santo (Sindipol/ES) em mais uma inspeção sindical.

Um policial civil para mais de três mil habitantes!

A unidade policial conta apenas com quatro policiais civis: três investigadores e um escrivão, ou seja, é um único policial para cada 3.221,75 munícipes. A delegacia não tem delegado titular. Mesmo com esse quadro operacional reduzido, a delegacia de Santa Leopoldina registra 250 inquéritos, 44 boletins de ocorrência e cinco termos circunstanciados por mês.

A estrutura física do imóvel é literalmente só fachada, “para inglês ver”. Do lado de fora é tudo muito lindo, pintura nova e frente reformada. Já no interior da unidade a parede está mofada, com infiltração, o telhado podre está caindo, além disso, faltam grade nas janelas laterais e nos fundos, o que deixa os policiais ironicamente sem segurança.

Na delegacia de Santa Leopoldina também falta extintor de incêndio, uma determinação do Corpo de Bombeiros para qualquer órgão público. A delegacia também não tem aparelho de ar condicionador e um local adequado para o armazenamento dos inúmeros carros e motos apreendidos. Outro grande problema, talvez o maior deles, faltam policiais Civis para trabalhar.


Desmantelamento e sucateamento na polícia civil em todo o ES

Se mesmo estando sob os olhos da administração da polícia civil a situação das delegacias da Região Metropolitana é desastrosa, no interior do estado a situação é muito pior. E isso não é um problema atual. É um descaso que se arrasta ao longo de muitas gestões da Instituição. 

Para o Sindipol, as condições de trabalho precárias constatadas durante as inspeções refletem o descaso e a falta de investimento em um dos pilares essenciais da Segurança Pública.

“É evidente a falta de investimentos na polícia judiciária. O Sindipol realiza inspeções sindicais desde o início da primeira gestão em 2012, e de lá para cá, conseguimos com muito trabalho, conquistar importantes avanços em algumas questões que estavam pendentes por anos. O próximo passo agora é voltar a fiscalizar as condições de trabalho dos policiais civis em todo o Estado, para a partir daí, analisarmos o atual cenário e tomarmos todas as medidas cabíveis em âmbito estadual, nacional e até internacional, caso seja preciso, junto às Organizações que defendem a legalidade e o direito do trabalhador”, afirma o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

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