A Polícia Civil do Espírito Santo tentou explicar o fato de 11 mil assassinos ficarem sem punição por causa dos arquivamentos dos inquéritos de crimes cometidos até 31 de dezembro de 2007. A PC/ES disse que os motivos vão muito além de alguma ineficácia nas investigações e atribuiu culpa ao tráfico de drogas pelos arquivamentos, mas o Sindicato dos Policiais Civis não concorda.

Para a instituição Polícia Civil capixaba, muitos casos de homicídios que ficaram impunes no estado estão ligados ao tráfico de drogas, e já que os autores também foram assassinados, os inquéritos foram arquivados. A PC/ES explicou que 70% dos homicídios têm ligação com o tráfico, só que o Sindipol/ES entende que a resposta é conveniente e não reflete a realidade de uma Instituição que sofre com o número pequeno de policiais.

A reportagem publicada na última segunda-feira (9) no jornal A Gazeta trouxe uma informação alarmante. Quase 11 mil assassinos ficaram sem punição por causa dos arquivamentos dos inquéritos de crimes cometidos até 31 de dezembro de 2007. De acordo com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em 2007, o Espírito Santo tinha 16.148 inquéritos de homicídios em aberto. Por isso, em 2010, Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) foi acelerar a conclusão dos inquéritos em até dois anos. O número de inquéritos em andamento no estado caiu, 12.544 foram concluídos pela força tarefa composta pelo (CNMP), pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça, mas outro numero impressionante chamou atenção. Dos processos concluídos, 86% foram arquivados.

Há anos o Sindipol/ES vem alertando que as investigações estão prejudicadas pela ausência de policiais e pela falta de condições de trabalho para os poucos profissionais. Se os dados apresentados na reportagem são de 2007, o Departamento de Comunicação do Sindicato fez um breve levantamento só dos casos recentes envolvendo policiais civis que ficaram sem punição, ou foram arquivados por falta de provas.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), infelizmente, os números não são surpresas, mas não se pode atribuir culpa no tráfico de drogas, ou seja, no próprio crime, pelo desmantelamento da polícia judiciária, já que os inquéritos não são solucionados pela defasagem e pelas péssimas condições de trabalho nas delegacias.

“São problemas visíveis a toda sociedade que inviabilizam as investigações e fortalecem a impunidade no Espírito Santo. Isso não é de agora. É o resultado da falta de investimentos e de valorização dos policiais civis”, finalizou Jorge Emilio Leal, presidente do Sindipol/ES.

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