CONHEÇA O PROJETO PEDALANDO PARA A LIBERDADE

Comunicação SINDIPOL-ES | 23/10/2020

O projeto consiste na reforma e recuperação de bicicletas apreendidas como redução de pena para policiais civis que estão reclusos, respondendo processo. A iniciativa está em andamento a poucos dias na delegacia Alpha 10.

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A proposta é colocar os policiais civis para trabalhar e reduzir o tempo de cumprimento da pena. O projeto começou na semana passada na delegacia Alpha 10. Voluntários estão ensinando os policiais como reaproveitar bicicletas que foram apreendidas e que estão se deteriorando nos pátios de delegacias da Polícia Civil capixaba.

As bicicletas serão destinadas a famílias de baixa renda ou vendidas. No caso da venda, os valores serão revertidos em doações de cestas básicas e na aquisição de ferramentas e peças para novas restaurações. De acordo com o idealizador, por se tratar de um projeto piloto, ainda não está definido como será a redução da pena.

“Depois da aplicação, esperamos agora o Ministério Público do estado definir isso. O MP está estudando a redução da pena dos policiais que trabalham na recuperação de bicicletas. Voluntários estão capacitando os policiais para que eles reformem as bicicletas quebradas que estragam nos pátios da Polícia Civil”, explicou Paulo Roberto Calmon.

Calmon também explicou que o projeto “Pedalando para a liberdade” surgiu de outro projeto de redução de pena que também começou com policiais civis, e que foi oficializado nos presídios do Espírito Santo.  Ele se refere ao projeto “Hora de sair e voar”, que trabalha a redução de pena pela leitura.

De acordo com Paulo Roberto Calmon, o projeto piloto também começou na Polícia Civil, na delegacia de Novo México, e foi ampliado para a Casa de Custódia de Vila Velha (CASCUVV), para o presídio de Xuri e para a penitenciária feminina de Bubu, em Cariacica.

Pelo projeto, por cada livro lido por mês, o preso pode reduzir em até quatro dias a sua pena.

“O teste do projeto Hora de sair e voar também foi com os policiais civis na delegacia de Novo México e hoje é uma realidade nos presídios do estado. E o mais gratificante é o resultado que conseguimos”, disse.

Segundo Calmon, o projeto de leitura como redução de pena começou atendendo 12 policiais civis. Hoje, só quatro continuam presos e mantendo o hábito da leitura. Paulo Roberto Calmon e a esposa, Vânia Rodrigues Calmon, são os responsáveis pelos dois projetos de redução de pena. Vânia, inclusive, lançou um livro sobre o “Hora de sair e Voar”.

O Sindipol/ES, na figura do diretor de comunicação Átila Mendes, esteve presente no lançamento do projeto “Pedalando para a liberdade”, junto com o promotor Cezar Augusto Ramaldes e o delegado Marco Aurélio.

Para o presidente do Sindipol/ES, Aloísio Fajardo, são inciativas como essas que fazem a diferença quando o assunto é ressocialização.

“Sabemos que o modelo de cumprimento de pena no Brasil precisa mudar. Entendemos que iniciativas como essas são importantes para todos, principalmente, para os colegas policiais civis que, por ventura, acabaram punidos por desvio de conduta”, finalizou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo.

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