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O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) repudia as políticas de segurança implantados no governo Paulo Hartung que precarizam as instituições policiais do Estado, pela falta de valorização profissional e a ausência de investimentos. Centenas de policiais militares fazem acompanhamento psicológico e muitos casos de suicídio foram registrados após a paralisação da PM. Já na Polícia Civil, os policiais trabalham em delegacias sucateadas e sem o mínimo de estrutura para atender a população. Estão sobrecarregados de trabalho pela defasagem no efetivo.

O Sindipol/ES salienta que a situação está insustentável, dada a falta de investimentos em recursos materiais, humanos e infraestrutura, face as atuais políticas públicas de segurança implantadas sem sucesso. Sindicatos e associações legítimas que representam as forças policiais capixabas e operadores de segurança como um todo, afirmam que o sangue e suor dos policiais escorrem pelas mãos do governador do Espírito Santo.

No último sábado (19/05), um diretor da Associação de Cabos e Soldados tentou se suicidar. Policiais militares tiveram que invadir a casa do diretor para evitar mais uma morte. Após a paralisação da PM, uma medida extrema para reivindicar condições de trabalho e valorização dos profissionais que levou familiares de policiais para a porta de quarteis e batalhões, sem resultado, policiais militares estão se suicidando. De acordo com a Associação de Cabos e Soldados, depois da paralisação, mais de 500 PMs passaram a fazer acompanhamento psicológico, só que nem todos conseguiram chegar ao final do tratamento.

Na Polícia Civil as coisas não são diferentes. Os policiais civis trabalham em delegacias que nem deveriam estar abertas pela ausência de profissionais e de condições estruturais e materiais básicas. Os policiais civis estão sobrecarregados, trabalhando em desvio de função, sem as mínimas condições de respeito a dignidade da pessoa humana e nada podem fazer para prestar um serviço de qualidade a sociedade. Além disso, os policial civil está há anos sem revisão de salário e, agora, em ano eleitoral, o Estado concede míseros 5% aos servidores públicos e 18% ao governador e seus correligionários, enquanto inquéritos se acumulam nas delegacias a medida em que crescem a violência e a criminalidade no Estado.

O Sindipol/ES esclarece que o Espírito Santo necessita de políticas realmente estruturantes que invistam nas instituições e valorizem os profissionais de segurança pública. O Sindicato também segue cobrando transparência e acesso aos reais dados da violência no Estado. Para o Sindipol/ES, sem uma política de Estado de fato estruturante, não existe segurança pública.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!