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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluiu, nesta terça-feira (29/05), o Brasil na lista dos países que mais desobedecem leis trabalhistas. Aprovação da Reforma Trabalhista e denúncias de Organizações Sindicais foram decisivas. No Espírito Santo, policiais civis seguem sem o direito constitucional da revisão anual de salário e trabalhando em condições precárias.

 A decisão da OIT de incluir o Brasil na lista dos 24 países violadores de suas convenções e normas internacionais do trabalho aconteceu após uma série de denúncias de Organizações Sindicais. A OIT entendeu que aprovação da Reforma Trabalhista retirou dezenas de direitos dos brasileiros e foi uma retaliação ao Direito de Sindicalização e de Negociação Coletiva, estabelecido na Convenção 98.

Diversas Organizações Sindicais denunciaram as violações de direitos trabalhistas e pediram a intervenção da OIT para que os brasileiros não sejam ainda mais punidos pelas políticas implantadas pelo atual governo, que também tentou acabar com a aposentadoria na chamada Reforma da Previdência.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

No Espírito Santo, o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES) denunciou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e a própria OIT as condições precárias de trabalho dos profissionais que representa. As delegacias estão sucateadas, funcionando com policiais sobrecarregados, desempenhando várias funções e sem equipamentos mínimos necessários, como papel, impressora e combustível. Além disso, há anos os policiais civis capixabas não têm revisão anual de salário, situação que criou uma defasagem de 18% nos salários, comprometendo a saúde financeira do policial civil e o serviço prestado à população. O MPT formou uma força tarefa para investigar a situação das delegacias capixabas.

“Já denunciamos esse absurdo. O policial civil cuida da segurança da sociedade, mas não recebe amparo ou o mínimo de cuidados por parte do governo, que segue retirando direitos e desvalorizando esse profissional tão importante para o sistema de segurança pública do país”, pontuou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

O Sindipol/ES e outras organizações sindicais, assim como todos os trabalhadores do país, esperam que o governo reconheça a gravidade do erro cometido e faça a revogação imediata da Reforma Trabalhista.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS !!!