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Uma Polícia que não consegue nem mesmo defender seus patrimônios, essa é a Polícia Civil capixaba. O novo alvo dos bandidos foi a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Criminosos invadiram a unidade e roubaram armas que são usadas por policiais civis no combate à criminalidade no Espírito Santo.

A semana começou com mais uma delegacia invadida por bandidos no Espírito Santo. Desta vez, o alvo foi a delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Um investigador descobriu o crime na manhã desta segunda-feira (09/07) quando chegava para trabalhar, mas acredita que a delegacia foi arrombada na última sexta-feira, dia do jogo da seleção brasileira pela Copa do Mundo.

Os bandidos invadiram a delegacia pelos fundos, forçaram a grade, quebraram a janela e usaram um pé de cabra para arrombar o cofre e roubar três metralhadoras usadas pelos policiais. A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES) está acompanhando as investigações. Uma mega operação foi montada pelas forças de segurança do estado para recuperar o armamento roubado, até o momento sem sucesso.

“É inadmissível. Esse tipo de crime põe em cheque todo o sistema de segurança pública do estado. Esse é um exemplo da falta de investimentos e valorização que tanto falamos sobre o caos da segurança pública do estado. A sociedade precisa refletir para entender o que de fato está acontecendo com a nossa Polícia”, disse Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

De acordo com os levantamentos do Sindipol/ES, em 2015, a DPCA já havia sido arrombada e os bandidos levaram duas metralhadoras calibre .40, uma escopeta calibre 12, quatro coletes à prova de balas e dois uniformes femininos da Polícia Civil. Veja aqui

DELEGACIA ESTAVA SEM ALARME E NÃO TÊM SEGURANÇA PATRIMONIAL

No último arrombamento na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, os criminosos quebraram o alarme da unidade policial que até hoje não foi substituído ou consertado. A delegacia funciona de segunda a sexta-feira e, mesmo sem alarme, não possui segurança patrimonial.

Além disso, à noite, dezenas de moradores de rua dormem em frente a unidade da Polícia Civil.

“A DPCA funciona em um local inapropriado, pequeno e sem condições humanas para receber vítimas de crimes bárbaros como são os crimes contra crianças e adolescentes. O prédio é velho, as paredes estão mofadas, com rachaduras e infiltrações. Também existem problemas na rede elétrica e na rede de esgoto. Falta acessibilidade, lugar adequado para armazenar documentos e objetos apreendidos, além de extintores de incêndio. Mesmo assim, os policiais que trabalham na unidade apresentam resultados surpreendentes”, pontuou o presidente do Sindicato.

Em menos de três anos, 12 delegacias foram arrombadas no Espírito Santo. Só em 2017 foram quatro. Em 2015, bandidos invadiram unidades e furtaram até armas que haviam sido apreendidas. Para o Sindipol/ES, a falta de segurança patrimonial e as estruturas precárias são problemas que tornam as unidades policiais vulneráveis.

“Por tudo isso, esse quadro de caos e abandono se repete de forma corriqueira, face a ausência de uma política de estado realmente estruturante na segurança pública por meio de investimentos em infraestrutura, recursos humanos e materiais, além, lógico, da valorização e capacitação do profissional de polícia”, finalizou Jorge Emílio Leal.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!