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A última semana foi marcada por crimes que chocaram o Espírito Santo. Seis homicídios demonstraram o aumento da criminalidade em solo capixaba. Por outro lado, os investimentos na área de segurança pública são cada vez menores. Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) somente com uma política de segurança pública realmente estruturante a população poderá ter paz.

Hoje, nem mesmo em casa, um lugar que deveria ser de aconchego, o cidadão capixaba consegue ter segurança. No último dia 14, Pâmela Soares, 23, foi vítima de uma bala perdida enquanto assistia TV. Ela estava grávida de sete meses. A criança chegou a nascer, mas infelizmente não resistiu.

Se ficar em casa já é arriscado, sair pra curtir e ter um momento de lazer, é ainda mais. Thalita do Carmo Pereira, 19, saía de uma boate na Serra, quando foi baleada no rosto por um Policial Militar que discutia com o segurança do local. Um dia depois, o PM foi encontrado morto, após cometer suicídio.

A situação no Espírito Santo está tão caótica, que nem mesmo comemorar aniversário é algo seguro. Tais de Oliveira Rodrigues, 22, saiu com familiares para buscar um bolo de aniversário quando o carro em que estava foi abordado por criminosos. Ela foi atingida por um tiro no rosto e não resistiu.

Também quando estava em uma festa infantil, o Soldado da Polícia Militar Walter Borges foi vítima da criminalidade em terras capixabas. Ele foi baleado ao ir pegar algo que havia deixado no carro. O policial era pai de uma menina de dois anos e sua esposa estava grávida.

Outro crime deixou os capixabas perplexos com a crueldade apresentada. O próprio pai espancou seu filho de apenas cinco anos até a morte, no interior do Estado. Adeildo Souza confessou o assassinato e alegou que ouvia vozes que o mandavam bater no filho.

Especialistas, como o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, reforçam a necessidade de políticas públicas realmente estruturantes

O professor do Mestrado de Segurança Pública da Universidade Vila Velha, Pablo Lira falou sobre a importância de políticas estruturantes para combater a criminalidade no ES.

“São necessárias lei mais eficazes, um sistema prisional estruturado, o aprimoramento da inteligência e de tecnologias policiais”, disse.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) e especialista em inteligência de segurança pública, Jorge Emílio Leal, aponta que somente com investimentos o capixaba poderá enfim ter paz.

“O aumento da criminalidade é o resultado das políticas públicas paliativas e da ausência das políticas realmente estruturantes. O Governo precisa investir na segurança pública. Precisamos de concursos públicos, delegacias com estrutura, armas, cursos de capacitação. Hoje os profissionais da segurança pública capixaba, em especial os da Polícia Civil não são minimamente valorizados pelo Estado. Com isso, quem paga é sociedade que é vítima da ação dos criminosos”, disse.

 

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