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Bandidos invadem unidades e roubam armas apreendidas e até armamentos usados pelos próprios policiais em operações e cumprimento de mandados de prisão. Falta de estrutura e ausência de investimentos aumentam fragilidade, segundo Sindipol/ES.

O último caso foi na cidade de São Gabriel da Palha, noroeste do Estado. Um policial civil percebeu o crime ao ver portas da delegacia arrombadas e salas abertas. Foram levadas duas pistolas, uma .40 e outra .30, além de dois carregadores, com 30 munições cada. O ladrão foi preso um dia depois e as armas recuperadas, mas nem sempre é assim

“As delegacias não possuem segurança patrimonial, as edificações estão em situação precária e isso tudo gera a fragilidade que resulta nos arrombamentos. Estamos armando bandidos desse jeito”, pontuou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

Em julho, bandidos arrombaram e furtaram três metralhadoras da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Esse foi o segundo arrombamento na mesma delegacia. No levantamento feito pelo Sindicato dos Policiais Civis, em quatro anos, 12 delegacias da Região Metropolitana de Vitória e do interior do Estado foram arrombadas. Situação inadmissível para o Sindipol/ES.

Desde 2015, delegacias que não funcionam em regime de plantão e não possuem nenhuma segurança patrimonial passaram a ser invadidas por criminosos. Na onda de arrombamentos, além de armas apreendidas e armamentos dos próprios policiais, os criminosos também furtam documentos importantes para as investigações, além de aparelhos eletroeletrônicos, móveis e dinheiro de apreensão. Crimes que poderiam ser evitados.

Segundo levantamento do Sindipol/ES, nos últimos quatro anos 13 delegacias foram arrombadas no ES
Segundo levantamento do Sindipol/ES, nos últimos quatro anos 12 delegacias foram arrombadas no ES

 

“Quando bandidos invadem delegacias e furtam armas é porque todo o sistema de segurança pública está em cheque. No caso da Polícia Civil, muitas delegacias estão em situação precária e necessitando urgentemente de reformas que nunca acontecem. Falta investimento na instituição e valorização para os profissionais”, disse o presidente do sindicato.

 

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