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No domingo (27), durante um baile funk sem autorização, duas pessoas foram executadas e 13 ficaram feridas. Policiais que estavam de folga abriram mão do descanso para investigar o crime e prender os suspeitos. Dois criminosos já estão presos.

No último domingo (27), pouco depois das seis horas da manhã, quatro homens armados chegam a um baile do Mandela e abrem fogo contra uma multidão, matando duas pessoas e ferindo outras 13. As investigações apontaram que o crime está ligado a guerra entre traficantes de Vitória pelo controle de pontos de vendas de drogas. Diante da gravidade da situação, a resposta da polícia teve que ser rápida. E foi.

AUTORES IDENTIFICADOS E VEÍCULO APREENDIDO

Policiais de folga foram convocados e não pensaram duas vezes em deixar suas famílias em casa para solucionar um crime, que mostra a ousadia e o poder de fogo dos criminosos. Um grupo de 15 policiais e três delegados deram início às investigações e, no mesmo dia, identificaram os quatro atiradores, prenderam um suspeito e localizaram o carro usado pelos criminosos. Durante a apreensão do veículo no morro do Macaco, em Vitória, os policiais foram recebidos a tiros por traficantes.

Na terça-feira (29), o segundo suspeito foi preso. O dono do carro apreendido se apresentou a polícia, mas a equipe do Departamento de Homicídios já tinha provas suficientes e havia pedido a prisão preventiva do suspeito. Outros dois homens estão sendo procurados. O delegado José Lopes, chefe do Departamento de Homicídios não descarta a possibilidade de outras pessoas estarem envolvidas.

NÚMERO DE POLICIAIS COMPROMETE INVESTIGAÇÕES

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) parabeniza as equipes envolvidas nas investigações pela eficiência e rápida resposta a população, porém, lembra que não é justo que policiais civis abram mão dos momentos de diversão com a família.

Para o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, esse é mais um reflexo da defasagem no quadro operacional da PC/ES.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

“Estamos falando de profissionais que vivem em constante estresse, que é inerente ao trabalho policial, e precisam desse momento de descanso. Quando faltam policiais acontece isso. É preciso interromper a folga para solucionar crimes de grande repercussão. Hoje, o que vemos é isso. A Polícia Civil, a pedido da Secretaria de Segurança, priorizando casos de maior repercussão. É necessário investir em concurso público, na qualificação e na valorização dos policiais civis capixabas”, disse.

O Sindipol/ES espera que a nova gestão do estado faça os investimentos necessários para a reestruturação da Polícia Civil capixaba. Nossos guerreiros já provaram que estão empenhados em combater a criminalidade, mas é preciso qualificar, valorizar e dar estrutura para os policiais civis do Espírito Santo.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!