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O Departamento de Comunicação do Sindipol/ES fez um breve resumo dos fatos que marcaram a segurança pública capixaba em 2018. A população ainda sofre com a violência por causa da falta de investimentos e planejamentos do governo passado.

MEDIDAS PALIATIVAS E PROPAGANDAS ENGANOSAS MARCAM GESTÃO DA SEGURANÇA DO ESPÍRITO SANTO EM 2018

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) cobrou do Governo e comunicou as consequências da falta de concurso público, de investimentos em delegacias e valorização dos profissionais. A defasagem no quadro operacional da Polícia Civil chegou ao nível crítico. Superou 60% em cargos operacionais e quase 80% na Superintendência de Polícia Técnico – Científica.

Para dar uma resposta ao clamor popular por segurança, diante da falta de policiais para investigar, prender suspeitos e solucionar tantos crimes, o Governo anunciou concurso público para apenas 173 vagas. O concurso ainda não aconteceu e mesmo com o retorno voluntário de policiais aposentados, o número total de policiais civis no Espírito Santo chegou a 1.900 em 2018, sendo que mais de 300 podem se aposentar a qualquer momento.  

A população capixaba foi estimada em 3.972.388 milhões de habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

QUASE 11 MIL CRIMINOSOS COM MANDADO DE PRISÃO ESTÃO SENDO PROCURADOS

A condições precárias de trabalho e a falta de policiais civis para cumprir mandados de prisão foram problemas alertados pelo Sindipol/ES. Pela omissão do estado, bandidos perigosos condenados pela justiça ou que estão sendo investigados continuam em liberdade.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disse que o Espírito Santo tem 10.926 mandados de prisão pendentes no sistema. Significa, que quase 11 mil pessoas acusadas de crimes e até condenadas pela justiça estão pelas ruas cometendo crimes, até mesmo contra policiais e a própria Polícia Civil.

DELEGACIAS ARROMBADAS

Delegacia arrombada no ES
Cofre de delegacia é destruído durante invasão

Bandidos invadem delegacias, roubam armas apreendidas e armamentos usados pelos policiais em operações e cumprimento de mandados de prisão. 12 delegacias da Polícia Civil da Região Metropolitana de Vitória e do interior foram arrombadas em apenas três anos no estado. Situação inadmissível para o Sindipol/ES.

O último caso foi em dezembro, na cidade de São Gabriel da Palha, noroeste do estado. Foram levadas duas pistolas, uma .40 e outra .30, além de dois carregadores, com 30 munições cada. O ladrão foi preso um dia depois e as armas recuperadas, mas nem sempre é assim.

Em julho, bandidos arrombaram e furtaram três metralhadoras da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Esse foi o segundo arrombamento na mesma delegacia. Além disso, em 2018, centenas de carros recuperados pelas forças policiais foram depenados nos pátios das delegacias.

MORTE DE POLICIAIS

Alessandro e Elias foram assassinados em 2018.
Alessandro e Elias foram assassinados em 2018.

Em 2018, o Espírito Santo atingiu a marca de 10 policiais civis assassinados em cinco anos. Para o Sindipol/ES, os números mostram que profissionais que combatem a criminalidade também são vítimas da violência. O levantamento feito pelo Sindicato revelou que a maioria dos policiais civis mortos estava fora do horário de trabalho. 

O primeiro caso de 2018 aconteceu no Sul do estado, em Cachoeiro de Itapemirim. O investigador Elias Borrete foi assassinado no dia 31 de agosto. As investigações apontaram que a esposa do policial civil e o amante dela tramaram a morte do investigador.  Em outubro, o policial civil Alessandro Ferrari foi assassinado durante um assalto em Cariacica. Ele tinha acabado de sair da igreja e seguiria para a festa de aniversário de oito anos da filha.

Em cinco anos, além dos profissionais assassinados, oito policiais civis foram feridos trabalhando ou de folga. O Sindipol/ES acredita que o número de policias feridos pode ser muito maior, já que nem todos os casos são noticiados ou comunicados ao sindicato.

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