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Renato Casagrande disse que a política de segurança pública implantada entre 2011 e 2014 não teve continuidade na gestão Paulo Hartung e a consequência foi o avanço da criminalidade. Sindipol/ES é favorável ao programa, desde que ele venha acompanhado de políticas estruturantes que valorizem os policiais capixabas.

Diante de uma violência que parece não dar trégua para a população, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, anunciou nesta segunda-feira (18/02) a volta do programa Estado presente. Com a retomada da política de segurança pública iniciada em sua primeira gestão, Casagrande explicou que as polícias irão trabalhar de forma integrada, com tecnologia e inteligência na prevenção de crimes. O governador também destacou a importância de projetos sociais.

“Política de segurança pública não se faz apenas com policiais nas ruas, por isso, é importante estimular projetos sociais”, comentou.

DEFASAGEM DE POLICIAIS

Como reflexo da falta de uma política de segurança nos últimos quatro anos, Casagrande citou a defasagem no número de policiais no Espírito Santo. Segundo ele, são 3 mil policiais a menos, comparado com o período em que ele foi governador do estado. Mesmo assim, com a retomada do programa, Casagrande disse que a população devera ver mais policiais nas ruas.

“A população vai sentir uma polícia mais eficiente e integrada. Vai ver mais polícia na rua, mas, você sabe que tem que ter polícia. Nós deixamos o estado com 10 mil policiais militares e estamos recebendo com 8 mil militares. Deixamos a Polícia Civil com 2.600 policiais e recebemos com 2000 mil policiais civis. Então, a população vai ver mais policiais nas ruas, mas a tarefa de recuperar a segurança pública não é algo que se faz no estalar de dedos”, pontuou.

O levantamento feito pelo Sindicato dos Policiais Civis apontou uma defasagem ainda maior no quadro operacional da PC/ES. Para o Sindipol/ES, os números indicam que a defasagem no quadro de funcionários operacionais da Polícia Civil do Espírito Santo já supera os 60%. O estado conta apenas com 1.900 policiais civis e 300 podem se aposentar a qualquer momento.

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SINDIPOL/ES DEFENDE CONCURSO PÚBLICO E VALORIZAÇÃO PARA OS POLICIAIS

O Sindicato dos Policiais Civis é favorável ao retorno do programa Estado Presente, porém, insiste que é necessário implantar no Espírito Santo uma política realmente estruturante para a segurança pública, que invista na qualificação e valorização dos policiais.

“Somos favoráveis, mas o programa precisa ser acompanhado de uma política real estruturante para a segurança pública. É necessário acertar essa confusão de cargos na Polícia Civil e valorizar os policiais com qualificação. Temos que ter concursos periódicos para suprir essa defasagem gritante no quadro operacional, disse Humberto Mileip, vice-presidente do Sindipol/ES.

 O presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, disse que o sindicato está à disposição do governo para ajudar.

“Não só apontamos os problemas, também temos soluções a curto, médio e longo prazo. Concurso público é uma necessidade real. O último anunciado pela gestão anterior para dizer que fez alguma coisa, infelizmente, não resolve o problema da defasagem. Estamos em contato com Casagrande e sabemos que o governador entende a real situação. Ele está disposto a reparar os erros cometidos nos últimos quatro anos. Isso é um bom sinal os policiais e para toda população do estado”, finalizou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

 

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