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Em 2018, apenas 26% dos inquéritos abertos pela PC/ES foram concluídos. A precariedade do índice de resolução dos procedimentos instaurados pela Polícia Civil do ES é reflexo da redução dos investimentos durante o último Governo, que desidratou as forças de segurança pública e ainda hoje traz grandes prejuízos à população.

Com isso, no último ano, 74% dos inquéritos não foram solucionados. Os números são referentes a todos os tipos de investigações e foram divulgados pela Polícia Civil. Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), o efetivo defasado em mais de 60% é o principal fator que tem comprometido as investigações.

Ao todo, são 1.907 policiais na ativa responsáveis por combater e investigar os crimes e a defasagem fica ainda mais explícita quando se compara o índice de policiais pelo número total de habitantes. O Espírito Santo têm um policial para cada 2 mil habitantes. 

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ESO presidente do Sindipol/ES e especialista em segurança pública, Jorge Emílio Leal, ressaltou outros fatores que interferem diretamente nos crimes solucionados. “O quadro operacional é um  fator interno importante, mas existem outros como o número de denúncias ou de inquéritos solucionados ao ano seguinte do registro”, disse.

Apesar dos cortes e da desvalorização sentidos por toda categoria, Jorge Emílio também ressaltou o trabalho dos policiais no dia a dia para atender as demandas da população.

“É extremamente importante lembrar que mesmo desvalorizados e sobrecarregados, a categoria policial civil segue no dia a dia executando todas as atribuições da polícia judiciária garantindo o atendimento aos capixabas e o combate a criminalidade”, finalizou o presidente.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS