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O recente ataque à imprensa que terminou com o carro da TV Vitória incendiado é apenas um exemplo. Enquanto a polícia ocupava a parte alta de região do Bairro da Penha, em Vitória, criminosos atearam fogo no carro da equipe de reportagem na parte baixa da comunidade.

As constantes disputas armadas de traficantes pelo controle dos pontos de vendas de drogas deixam um rastro de sangue e os capixabas refém do medo. Os anos de políticas públicas ineficientes permitiu que os traficantes se organizassem e formassem uma facção criminosa que, hoje, está desafiando as forças policiais diariamente. São criminosos articulados, que de acordo com a Polícia Federal estão importando fuzis dos EUA. Fortemente armados, dominam comunidades inteiras, matam rivais e aterrorizam a população da Região Metropolitana de Vitória.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), o sucateamento das polícias Civil e Militar, e a defasagem no quadro de profissionais das duas instituições são fatores determinantes para o avanço da criminalidade.

Traficantes estão armados de fuzil no ES
Traficantes estão armados de fuzil no ES

“São necessários investimentos em todos os sentidos, em material humano e tecnológico. Não estamos falando apenas em contratar mais policiais, é uma necessidade evidente, é preciso capacitação técnica e teórica para que esses profissionais se adequem a nova realidade. Ainda temos uma polícia dos anos 90 combatendo criminosos de 2019”, explicou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo e especialista em segurança pública.

Além da falta de policiais ostensivos, a falta de policiais civis nas delegacias também facilita a organização dos traficantes. O Sindipol/ES entende que investigações e prisões de pequenos grupos criminosos podem ser conduzidas pelas delegacias regionais, deixando assim as unidades especializadas focadas no combate a grandes organizações. Porém, segundo um levantamento feito pelo sindicato, em 2017 seis delegacias foram fechadas pela Grande Vitória em apenas quatro meses, e a defasagem no número de policiais civis supera 60%.

“É o famoso caso do cobrir o rosto e descobrir os pés. Ficou evidente no ataque desta segunda-feira (06). As polícias estavam em peso no alto do morro e bandidos atearam fogo no carro da reportagem na parte baixa.  A verdade é que o tráfico cresceu e se organizou. As forças policiais capixabas precisam se adequar a essa nova realidade, antes que o Espírito Santo caminhe ainda mais para ser um Rio de Janeiro”, finalizou o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!