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A delegacia especializada vai evitar que criminosos tenham acesso a armamentos que chegam de outros estados ao Espírito Santo. De acordo com o delegado-geral, a Desarme deve começar a funcionar no segundo semestre de 2019. Sindipol/ES apoia a iniciativa, mas lembra que baixo número de policiais civis pode comprometer combate ao crime organizado.

Fuzis, metralhadoras, pistolas. Armamentos que chegaram, continuam chegando e estão sendo usados na guerra de traficantes capixabas. Armas de fabricação estrangeira que também estão sendo ostentadas por criminosos em redes sociais. Não se pode negar que as forças policiais estão atuando integradas, com inteligência, prendendo suspeitos e apreendendo armas de traficantes. Porém, o poder de fogo dos criminosos continua assustando a população que cobrou uma solução do governo do Espírito Santo.

Depois de vídeos viralizarem nas redes sociais e virarem notícia na imprensa local, o governo sofreu uma pressão popular e anunciou a criação de uma delegacia especializada para investigar o comércio ilegal de armas no estado.

capa matéria traficantes camuflados
Traficantes exibem armas no ES.

“Estamos desenvolvendo esse projeto, que é a criação de uma delegacia chamada Desarme, que tem a finalidade de identificar, localizar, conhecer as rotas, conhecer pessoas que são os traficantes de armas, para que possamos intervir nesse processo e evitar que elas entrem no estado. Esse trabalho vai ser um trabalho em conjunto com a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, pois nossas fronteiras são secas e essas armas costumam vir via terrestre”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.

SINDICATO APROVA NOVA DELEGACIA, MAS LEMBRA QUE FALTAM POLICIAIS CIVIS NO ESTADO

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), é necessário investigar e prender os traficantes de armas do estado. Porém, o presidente destaca que a falta de policiais civis ainda é um dos maiores problemas.

“Temos uma criminalidade ainda mais organizada e crescente, do outro lado, uma Polícia sucateada e sem policiais para investigar e prender tantos bandidos. Portanto, não adianta apenas anunciar novas delegacias. É preciso investir em concurso público, oxigenar a instituição e dar condições de trabalho para os policiais”, pontuou Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES e especialista em segurança pública.

O Sindipol/ES fez um levantamento e descobriu uma defasagem superior a 60% no quadro operacional da Polícia Civil capixaba. Justamente pela falta de policiais, na gestão do governador Paulo Hartung, várias delegacias foram fechadas de Norte a Sul do Espírito Santo.

“A Polícia Civil e os policiais sofreram com a falta de investimentos em segurança público e isso permitiu que os criminosos se organizassem. É necessário entender como chega tanta arma no Espírito Santo e armas de grosso calibre. Mas é necessário também reconhecer que precisamos de mais policiais civis. A Polícia Civil é um dos pilares para todo o sistema de segurança”, finalizou o presidente do Sindipol/ES.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!