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A falta de policiais e de estrutura de trabalho são problemas que colaboram para a impunidade no Espírito Santo. O Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/ES) reforça a necessidade de investimentos emergenciais em segurança pública.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o estado do Espírito Santo possui 1.247 mandados de prisão em aberto. Os dados são do Banco Nacional de Monitoramento e Prisões. Os números dizem respeito a criminosos envolvidos em assassinatos, tráfico de drogas e crimes contra o patrimônio, como assaltos e furtos.

Em entrevista ao jornal A Gazeta, o superintendente de Polícia Interestadual e de Capturas (Supic), o delegado Júlio César de Oliveira Silva, explicou que todas as delegacias possuem a lista de mandados de prisão que devem ser cumpridos.

“A Polícia Militar é quem mais cumpre mandados de prisão no país inteiro, porque tem um efetivo maior, mas as prisões são feitas pelos policiais civis, que investigam os crimes ou por operações mistas que envolvem agentes de diversas forças policiais”, comentou.

DEFASAGEM COMPROMETE CUMPRIMENTO DE MANDADOS

O último levantamento feito pelo Sindipol/ES apontou uma defasagem que supera 60% no quadro de policiais civis no Espírito Santo. Além disso, o sindicato realizou inspeções em delegacias de Norte a Sul do estado e constatou que diversas unidades estão em péssimas condições estruturais, o que compromete ainda mais o serviço prestado a população capixaba.

“Compromete o serviço prestado e ironicamente leva perigo de morte aos policiais e ao cidadão que vai a delegacia prestar uma queixa, por exemplo. O cidadão precisa entender que a falta de investimentos gera essa impunidade. Hoje, o policial civil precisa escolher entre manter uma delegacia aberta para registrar uma ocorrência ou investigar crimes. A Polícia Civil não tem efetivo suficiente para fazer o que deve, investigar e prender bandidos”, disse o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

Jorge Emílio, que também é especialista em Segurança Pública, lembrou que o Ministério Público do Trabalho, depois de ações judiciais movidas pelo Sindicato, determinou que delegacias fossem reformadas no estado.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

“A Polícia Civil sofreu com a falta de investimentos do governo Paulo Hartung, assim como a PM também. Esses quatro anos de descaso abriu uma brecha para que os bandidos se organizassem. Hoje, falamos na atuação de facções criminosas no Espírito Santo. A Polícia Civil é um dos pilares do sistema de segurança. Sem investimentos, vamos continuar vivendo essa rotina de medo e de impunidade”, finalizou o presidente do Sindipol/ES.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!