aposentadoria-de-283-policiais-pode-agravar-ainda-mais-situacao-da-policia-civil-do-es

APOSENTADORIA DE 283 POLICIAIS PODE AGRAVAR AINDA MAIS SITUAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL DO ES

Com a reforma da Previdência em andamento no Congresso Federal e ainda incerta nos estados da Federação, no Espírito Santo, policiais podem sair do Abono Permanência e antecipar a aposentadoria. O Abono Permanência é um benefício concedido ao servidor público para que ele continue em atividade, mesmo podendo se aposentar.

São 130 investigadores, 44 escrivães, 36 peritos criminais, 33 delegados, 31 agentes, dois fotógrafos, dois auxiliares de perícia, dois auxiliares administrativos, um psicólogo, um assistente social e um servente que podem se aposentar a qualquer momento, o que corresponde a quase 15% do número total de policiais civis ativos.

“O Abono Permanência é um benefício para estimular que o policial em condições de se aposentar continue trabalhando. Hoje, temos 283 policiais nessa situação. O Abono Permanência corresponde a 11% dos descontos previdenciários. Ou seja, esse percentual passa a não ser descontado do pagamento do policial civil. Com a reforma da Previdência incerta, temendo mudanças, muitos policiais podem sair do Abono Permanência. Podem antecipar a aposentadoria”, explicou Aloísio Fajardo, diretor financeiro do Sindipol/ES.

Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Jorge Emílio Leal, que também é especialista em segurança pública, essa antecipação pode provocar um colapso na Polícia Civil capixaba, que hoje, segundo um levantamento feito pelo Sindipol/ES, possui uma defasagem superior a 60% no quadro de policiais.

“A consequência será o fechamento de mais delegacias em todo o estado, comprometendo ainda mais o serviço prestado a população. Hoje, por exemplo, temos mais de mil mandados de prisão em aberto e vários inquéritos sem solução. A Polícia Civil é um dos pilares da segurança pública, sem investimentos e sem policiais trabalhando, principalmente nas investigações, aumenta a violência e a impunidade para criminosos”, disse o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

CASAGRANDE PROPÕE MUDANÇAS NA APOSENTADORIA

Hoje, o policial civil ao requerer a aposentadoria é afastado automaticamente das suas atividades. Entretanto, nesse período de afastamento o governo não pode contratar ou chamar aprovados em concursos para assumir a vaga até que o processo, que pode demorar até um ano, seja totalmente concluído.

Em julho, o governador Renato Casagrande propôs que, ao invés de se afastar imediatamente após solicitar aposentadoria, o servidor público, caso concorde, continue trabalhando até que o benefício seja concedido.

“É necessário que o governo explique com mais clareza como isso vai acontecer. A proposta, de certo modo, exclui o Abono Permanência e cria uma nova regra para o policial apto a se aposentar, mas que deseja continuar exercendo suas atividades. Nesse momento, orientamos que nossos sindicalizados procurem o Departamento Jurídico”, finalizou o presidente do Sindipol/ES.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!