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Diretoria da Cobrapol e do Sindipol/ES tinham conseguido no senado que policiais civis ficassem de fora do plano do Governo Federal, mas presidente Bolsonaro disse que vai vetar a proposta dos senadores.

Em reunião virtual nesta quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro pediu que os governadores apoiem o congelamento de salários dos servidores públicos como contrapartida do projeto de auxílio financeiro a estados e municípios. O Sindipol/ES não concorda com a medida e acredita que corte de privilégios poderia evitar o congelamento.

Os presidentes do Senado e Câmara dos Deputados também participaram da reunião do presidente Jair Bolsonaro com governadores para tratar do enfrentamento da crise do coronavírus. Bolsonaro disse que vai vetar trechos do projeto de auxílio financeiro que permitem o reajuste salarial de funcionários públicos e pediu o apoio dos governadores como contrapartida para liberar o auxílio.

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Antes mesmo da votação do projeto do presidente Bolsonaro no Senado, os senadores capixabas Marcos do Val e Fabiano Contarato, que estão em diálogo constante com o Sindipol/ES, apresentaram emendas para garantir que os profissionais de segurança recebam os reajustes previstos em lei normalmente. Paralelo aos contatos feitos pelo Sindipol com os parlamentares no Espírito Santo, a Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), da qual o Sindipol faz parte, também realizou reuniões e conversou com deputados e senadores em Brasília, que abriram uma exceção e permitiram reajuste para servidores civis e militares que atuam diretamente no combate à pandemia de covid-19: profissionais das áreas da saúde, da segurança e das Forças Armadas.

Bolsonaro disse que as mudanças no projeto de auxílio financeiro propostas pelo Senado serão vetadas e os governadores, entre eles, Renato Casagrande, apoiaram o congelamento de salários dos servidores públicos pedido pelo presidente da República.

Sindipol/ES pede mais transparência com gastos públicos

senado federalPara o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, o congelamento dos salários de servidores públicos deveria ser uma medida extrema, podendo ser adotada quando outras possibilidades fossem descartadas, o que não aconteceu.

O presidente Aloísio Fajardo acredita que o corte de privilégios da classe política, e citou auxílios e cartões corporativos como exemplo, seria suficiente para o governo passar pela crise sem afetar os salários dos funcionários públicos.

“O Sindipol/ES entende a situação de calamidade causada pela pandemia, mas não acha justo congelar os salários dos servidores públicos, independentemente do setor de atuação. Sabemos que os gastos políticos ainda são altos, como o gasto com cartão corporativo, por exemplo. Mais uma vez o funcionário público vai pagar a conta da ingerência governamental”, pontuou o presidente do Sindipol/ES.

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo destacou a falta de valorização do Governo Federal com os profissionais de segurança, discurso contrário do que foi defendido por Jair Bolsonaro quando era candidato à presidência da República.

“Acreditamos que os agentes de segurança seriam valorizados e respeitados nesse governo, infelizmente, estamos a cada dia mais decepcionados. Já fomos duramente impactados na Reforma da Previdência e agora temos um congelamento de salários. O reajuste anual é um direito garantido em lei para todo trabalhador do país. Foi uma grande conquista trabalhista”, explicou Aloísio Fajardo, presidente do Sindipol/ES.

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