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O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, Aloísio Fajardo, ficou surpreso e lamentou críticas sem fundamento que recebeu do representante de uma associação de classe, referentes ao pedido do Sindipol/ES para a nomeação de escrivães e delegados.  

A crítica foi feita depois da reunião da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Assembleia Legislativa. O representante da associação de classe em questão, além de distorcer o pedido do Sindipol/ES, fez questão de espalhar mentiras pelas redes sociais, tentando colocar a categoria contra o Sindipol/ES, falhando miseravelmente.

Presidente do Sindipol pede reforço no efetivo da PC/ES

Aloísio Fajardo explicou o que aconteceu. Durante a sessão da Comissão de Segurança, o presidente do Sindipol/ES, e isso não é segredo para ninguém, destacou a defasagem no quadro operacional da Polícia Civil capixaba.

“Hoje, nós temos no nosso quadro 2.029 mil policiais civis. Desses 2.029, 325 estão em abono permanência.  Então, se nós fizermos um cálculo, nós teremos 1.704 policiais em breve. Então, isso será um verdadeiro colapso”, disse o presidente do Sindipol/ES na Comissão de Segurança da ALES, em 6 de julho de 2020.

Ao contrário do que está sendo dito e divulgado, Aloísio Fajardo pediu com urgência concurso público para todos os cargos da Polícia Civil e sugeriu, como medida emergencial, a nomeação de candidatos já aprovados em outros concursos. 

ENTENDA DO QUE SE TRATA

Atualmente, 27 escrivães de Polícia e 7 delegados aprovados em concurso aguardam um posicionamento judicial para serem nomeados. São cargos onde a Polícia Civil encontra mais deficiência pela falta de profissionais e alguns aprovados nos concursos em questão já são policiais civis da ativa, o que facilitaria o ingresso imediato dos profissionais nas novas funções.

O Sindipol/ES lembra que o concurso público para delegado foi cancelado por irregularidades esse ano. O Sindipol/ES entende que, no caso desses escrivães e delegados, se existe uma abertura judicial que permite a nomeação dos policias, levando em consideração a defasagem no quadro operacional da Polícia Civil, o sindicato tem o dever de apoiar e tentar a nomeação, como já foi feito em outras ocasiões.

Aloísio Fajardo deu o exemplo do concurso para investigador de Polícia de 1993, onde depois de anos de luta, candidatos foram nomeados. Inclusive, há dois meses, outro investigador foi nomeado com ajuda do Departamento Jurídico do Sindipol/ES. O Sindipol/ES também destaca a nomeação de 20 investigadores, 10 escrivães e 8 delegados em 2017.

AGILIDADE NO CONCURSO EM ANDAMENTO

Além de novo concurso público para todos os cargos e a nomeação dos 27 escrivães de Polícia e 7 delegados, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, ao contrário do que também vem sendo dito, está pedindo celeridade ao concurso em andamento com 20 vagas para escrivães, 60 para investigadores, e15 médicos legistas, entre outros cargos.

Ainda faltam duas etapas para o fim do concurso e o Sindipol/ES entende a importância desse processo terminar o quanto antes, mesmo sabendo que não resolve o problema da falta de policiais civis.

Aloísio Fajardo, presidente do Sindipol/ES, pede desculpas aos policiais civis por ter que esclarecer um posicionamento óbvio para uma organização sindical, mas que está sendo usado de forma distorcida para benefício pessoal e não coletivo, por um representante de associação de classe.

“A demanda é alta e só cresce. Temos um concurso em andamento para investigador, que precisa ser agilizado, mas a nomeação dos escrivães e delegados não atrapalha em nada o andamento do processo. A gente lamenta de coração que ainda existam pessoas na Polícia Civil que jogam com os interesses da categoria em benefício próprio, que fazem política com as mazelas e problemas da instituição. O Sindipol/ES tem como compromisso lutar pelos policiais civis. Como disse na sessão da Comissão de Segurança, se existe abertura jurídica para a nomeação dos escrivães e delegados, devemos tentar”, esclareceu Aloísio Fajardo, presidente do Sindipol/ES.

FORÇA, UNIÃO E LUTA