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O trabalho desenvolvido pelos policiais civis no Laboratório de Química Legal (LQL) da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) foi mais uma vez reconhecido internacionalmente. Ele foi aprovado pelo Programa de Proficiência do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (Unodc).

A perícia da Polícia Civil mais uma vez obteve 100% de acertos detectados nas amostras fornecidas para a Organização, que reconheceu a qualidade dos resultados das análises produzidas pela perícia capixaba. O estudo faz parte do programa de controle de qualidade promovido pela ONU, que analisa a capacidade dos laboratórios em detectar os diversos tipos de entorpecentes.

Na contramão da valorização de importantes organizações internacionais como a ONU, o Governo do Espírito Santo segue sem dar o mínimo de reconhecimento aos profissionais da Polícia Técnico-Científica. Hoje, a defasagem de policiais da SPTC chega ao número alarmante de mais de 80%.

Em janeiro deste ano, a Perícia Papiloscópica, um dos cargos que fazem parte da SPTC contava com apenas 125 profissionais para atender toda a população. Já são mais de 25 anos sem concurso público para o provimento de cargos que estão cada vez mais extintos com a saída dos policiais civis para a aposentadoria, fato que agrava ainda mais todo o cenário.

Os Dml´s e Sml´s  de todo Estado apresentam condições críticas. Em 2013, o SML de Linhares, por exemplo, chegou a ser interditado pela Defesa Civil, por apresentar riscos aos policiais e cidadãos. Neste ano, um Técnico em Segurança do Trabalho contratado pelo Sindipol/ES apontou que tanto o DML de Vitória, quanto o SML de Linhares não apresentam estruturas dignas de trabalho para os policiais civis que estão convivendo em ambientes insalubres completamente sobrecarregados e sem os equipamentos de proteção necessários.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Jorge Emílio Leal afirmou que vai continuar cobrando dos órgãos competentes condições dignas de trabalho e valorização profissional, com o cumprimento dos direitos, garantias e prerrogativas dos policiais civis.

“Primeiramente gostaria de parabenizar os policiais civis pelo reconhecimento internacional, mesmo sem a valorização por parte do Governo Estadual. São guerreiros que seguem cumprindo seu papel com toda honra e coragem. Como organização sindical representante da categoria, estamos tomando todas as providências e medidas judiciais cabíveis no âmbito estadual, nacional e até internacional para resolver a situação da categoria. Nossa luta não vai parar até que todos os policiais civis capixabas sejam devidamente valorizados”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

 

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