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Neste ano, a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenagem e Utilização de Armas Químicas e sua Destruição completou 20 anos. No entanto, alguns produtos químicos continuam sendo utilizados pelas forças de segurança do Brasil, o que fere o princípio da dignidade humana.

O acordo foi promulgado e assinado no ano de 1997 por 65 países, incluindo o Brasil. Porém, a luta para acabar com as armas químicas é ainda mais antiga. No dia 17 junho de 1925, o Protocolo de Genebra proibiu o uso de gases asfixiantes, tóxicos ou similares, em guerras.

Entre os gases proibidos estão o gás fumígeno, mostarda, pimenta e o lacrimogênio. O gás lacrimogênio, inclusive, é um dos mais utilizados para “dispersar multidões” em brigas, protestos, e seu uso indiscriminado pode causar graves problemas à saúde. O gás também é utilizado contra estudantes, idosos, população indígena, etc.

Uma revisão de estudos sobre os efeitos do gás lacrimogênio publicada em 2016 no Annals of the New York Academy of Sciences diz que ele pode causar sérios danos nos pulmões, pele e olhos. Crianças, mulheres e aqueles que já têm complicações nessas áreas do corpo têm riscos maiores de serem afetados.

Para o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), gases que são proibidos em guerras jamais deveriam ser usados por forças policiais contra a população.

“Pesquisas provam que esses tipos de gases podem em algumas ocasiões serem até letais. São proibidos em guerras pelo protocolo de Genebra e pela convenção da ONU. O Brasil foi um dos países que assinou o documento, mas segue utilizando os gases, principalmente quando o assunto é impedir que os cidadãos protestem, reivindicando seus direitos contra esse governo ilegítimo e corrupto que está no poder. Isso é inadmissível”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES e especialista em segurança pública.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS