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O local foi inspecionando pela diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) nesta terça feira (21). No Serviço Médico Legal de Cachoeiro falta tudo, desde recurso materiais a humanos.

O SML é responsável por atender todos os 34 municípios da região sul do Estado. De acordo com o Departamento de Recursos Humanos da Polícia Civil, a unidade policial conta com apenas sete policiais. São eles: cinco médicos legistas e dois auxiliares de perícia médico legal. A situação piora aos finais de semana quando o plantão é realizado por somente um policial civil.

As condições estruturais são precárias. Infiltrações, mofos, fiações elétricas expostas e o espaço completamente apertado fazem parte dos problemas enfrentados diariamente por policiais civis e toda sociedade que busca o local a espera de atendimento.

Do lado de fora o SML possui rampa de acesso, mas no interior, com os corredores estreitos e apertados com armários, a acessibilidade de pessoas com deficiência fica completamente prejudicada. O cartório é pequeno, está tomado por pilhas de inquérito e na falta de cozinha serve como refeitório para os policiais civis. Na sala de atendimento dos médicos legistas a situação se repete. O local onde ocorrem os atendimentos também serve como depósito de documentos e armários.

A sala de necropsia conta com baixa luminosidade, piso inadequado, falta de alguns materiais necessários e de equipamentos de proteção individual.

Além do diretor do Sindipol/ES Átila Mendes e do Coordenador Jurídico Rodrigo Nascimento, a inspeção sindical contou com a participação do técnico em segurança do trabalho Alysson Mário Carneiro que constatou as irregularidades.

O SML de Cachoeiro de Itapemirim é mais uma das unidades que fazem parte da ação do Sindicato dos Policiais Civis em conjunto com o Ministério Público do Trabalho.

Na ocasião, o MPT instaurou um inquérito para apuração da situação de 38 delegacias capixabas. No caso do Serviço Médico Legal uma audiência foi realizada em maio deste ano e o Governo do Estado deveria realizar melhorias no local, mas, de lá pra cá, pouca coisa mudou.

“A situação continua precária e mesmo com a decisão da Procuradoria do Estado quase nada foi feito. Vamos continuar fazendo inspeções e lutando em prol de melhores condições para o policial civil capixaba”, disse Atila Mendes.

O presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal destacou que a luta é antiga e que não vai parar até que os objetivos sejam alcançados.

“As inspeções já estão sendo feitas há mais de cinco anos e temos cobrado constantemente melhores condições de trabalho para os policiais civis. Realizamos ações individuais e em conjunto com o Ministério Público do Trabalho almejando uma polícia civil cada vez mais eficaz e cidadã”.

 

Clique aqui e veja as fotos da inspeção. 

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS