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O números mostram que a cada seis minutos uma pessoa é roubada ou furtada no estado. Os dados comprovam o que a sociedade capixaba já percebeu no dia a dia. Vem crescendo o número de crimes patrimoniais em todo o Espírito Santo.  Para o Sindipol/ES, a onda de violência tem ligação direta com a falta de investimentos e de políticas estruturantes para a Polícia Civil capixaba.

Como a Secretaria de Segurança Pública insiste em não divulgar os dados da violência no Espírito Santo, a reportagem publicada no jornal A Gazeta foi feita com base na lei de Acesso a Informação. A publicação foi feita no último dia 27 e de acordo com a reportagem, a cada seis minutos um comércio, uma residência ou um cidadão é assaltado ou furtado no Espírito Santo.

Em 2015, 67. 129 pessoas haviam sido vítimas de crimes patrimoniais, em 2016 esse número saltou para 74.890 vítimas. Em 2017, foram 61.957 só até setembro, ou seja, em apenas nove meses.

RANKING DOS FURTOS E ROUBOS NO ES

Na Grande Vitória, a cidade de Vila Velha lidera esse triste ranking.  Em 2017, já são 10.435 ocorrências registradas. O município de Serra vem logo em seguida com 9.572 crimes. Em Cariacica foram 7.501 e em Vitória 6.996 furtos ou roubos. 

(Fonte: Gazeta online)
(Fonte: Gazeta online)

No interior do estado é Cachoeiro quem lidera o registro de ocorrências com 3. 871 crimes patrimoniais, seguido por Guarapari com 3. 402 ocorrências, São Matheus com 2. 145 e Linhares com 1. 385 casos. De acordo com a reportagem, os números de furtos e roubos no estado podem ser maiores.

(Fonte: Gazeta online)
(Fonte: Gazeta online)

MUDANÇAS DE DELEGACIAS DIFICULTAM ACESSO DA POPULAÇÃO

O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) acredita que o fechamento e a mudança de endereço de algumas delegacias do estado dificultaram o acesso da população. Por isso, muitas vítimas deixam de registrar o boletim de ocorrência, principalmente de crimes patrimoniais de pequeno porte, como roubo ou furto de celulares, por exemplo.  (veja a matéria)

Além disso, as mudanças, o fechamento e as condições de trabalho em algumas delegacias sobrecarregaram os policiais civis e prejudicam investigações.

Para o presidente do Sindipol/ES e especialista em Segurança Pública, Jorge Emílio Leal, a ausência de uma política de Estado tem potencializado a prática dos crimes patrimoniais. 

“Em virtude da defasagem em seu quadro operacional, as investigações na instituição policial civil, ficam cada vez mais comprometidas, o que tem potencializado a prática de crimes patrimoniais e contribuído para o aumento da criminalidade no Estado. Isso é mais um reflexo da falta de investimentos por parte do governo, ausência de projetos que reestruturem a segurança pública capixaba dentro de uma política de Estado verdadeiramente estruturante”, disse.  

 

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Foto/reprodução