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O Sindipol/ES lamenta que a deputada Janete de Sá não reconheça a importância do trabalho já desenvolvido pelos policiais civis capixabas no combate a violência contra a mulher.

A deputada Janete de Sá declarou durante uma entrevista que as mulheres vítimas de violência no estado serão melhor atendidas pelo Poder Legislativo do que nas delegacias da Polícia Civil. O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) não concorda e repudia a declaração da parlamentar.

O estado do Espírito Santo segue no topo das listas de violência contra a mulher no país. A lista mais recente veio da Unesco, que apontou o ES na segunda posição no ranking de homicídios de mulheres negras jovens em todo o Brasil.  Por causa dos sucessivos destaques em pesquisas sobre violência, a Assembleia Legislativa (ALES) inaugurou a Procuradoria da Mulher.

Sem deixar claro como de fato o novo órgão vai contribuir para a redução de crimes contra o público feminino e que tipo de amparo poderia oferecer as mulheres vítimas de violência, foi durante uma entrevista que a deputada Janete de Sá criticou o atendimento nas delegacias da Polícia Civil. Disse que “ambiente da delegacia costuma ser hostil”.

O Sindipol/ES discorda da parlamentar e lamenta que a deputada não reconheça a importância do trabalho já desenvolvido pelos policiais civis capixabas no combate a violência contra a mulher, mesmo sem valorização e estrutura. O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo reforça que o caminho para se conseguir justiça em casos de violência contra mulher é a delegacia, tanto que o estado possui unidades policiais especializadas para tratar desse tipo de crime.

Para o Sindipol/ES, os deputados estaduais, assim como outras autoridades políticas, deveriam trabalhar para que a Polícia Civil fosse reestruturada e recebesse investimentos para prestar melhor serviço a população capixaba. Os policiais civis estão há anos sem revisão de salário com base na inflação, direito garantido por lei e desrespeitado pelo governo, e trabalhando em péssimas condições, em delegacias sucateadas. Além disso, pela ausência de concurso público, a defasagem no quadro operacional da Polícia Civil supera 60%.

“As delegacias são os locais competentes para atender vítimas de qualquer tipo de crime no Brasil, é o que determina a Constituição Federal. O atendimento nas delegacias não é de caráter político/partidário, é uma competência constitucional. Os policiais civis desenvolvem um trabalho objetivo, mesmo com as limitações, já que trabalham sem estrutura”, finalizou o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS!!!