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O Governo do Estado segue batendo na tecla que o capixaba tem que comemorar pelo fato de manter em dia os salários dos policiais e anunciar concurso público com apenas 173 vagas para a Polícia Civil. No entanto, o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) lembra que os investimentos são obrigações garantidas por lei e ainda não atendem as necessidades da categoria e da instituição.

A Constituição Federal Brasileira prevê que o Estado tem o dever de proporcionar uma vida segura aos seus cidadãos. O trabalho para a preservação da ordem pública, das pessoas e do patrimônio deve ser CONSTANTE.

Alguns direitos também garantidos pela Constituição ainda são negados a categoria. Os policiais civis capixabas estão há quase quatro anos sem o reajuste salarial anual, e, consequentemente, estão cada vez mais perdendo o seu poder de compra.

Em fevereiro do ano passado, devido à falta de reconhecimento dos profissionais da segurança pública, uma crise assolou todo Estado. Foram mais de 230 mortes, 1300 veículos furtados ou roubados e um prejuízo de R$ 140 milhões ao comércio.

A população capixaba cresceu consideravelmente, porém, o número de policiais diminuiu.

“Em 1996, o número de habitantes no Espírito Santo era de 2.790.206 milhões. Naquele período, o efetivo da polícia civil capixaba era composto por 3.821 policiais. Em 2017 a estimativa do IBGE para a população do Estado foi de cerca de 4.016. 356 milhões. Já o quadro de policiais civis da ativa é de pouco mais de 2.200 profissionais.  Uma defasagem de aproximadamente 60%. Os cargos da Superintendência de Polícia Técnico-Científica, por exemplo, estão defasados em 80%”, disse, Humberto Mileip, vice-presidente do Sindipol/ES.

O Estado de São Paulo lançou edital com 2.750 vagas para a Polícia Civil, a Bahia, 1.000, Rio Grande do Sul, 1.200. Já o Espírito Santo anunciou concurso público apenas para 173 vagas, o que é lamentável.

“Pagar em dia, realizar concursos e investir na polícia civil é um dever do Estado.  As vagas abertas estão longe de preencherem a defasagem da PC/ES. Nós do Sindipol/ES vamos continuar cobrando e lutando por novos concursos e melhores condições. Investir em segurança pública, na instituição policial civil e na valorização dos profissionais de polícia não é favor, é obrigação, dever do estado. Haja vista a alta carga tributária que a sociedade paga para ter o retorno em políticas públicas de qualidade”, disse, Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES.

 

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS

 

 

 

 

*Foto/Divulgação