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O anúncio foi feito na última sexta-feira (06), pelo agora ex-Secretário de Segurança e Defesa Social do Espírito Santo, André Garcia. Com sua saída, quem assume a Pasta é o atual comandante-geral da Polícia Militar, coronel Nylton Rodrigues.

A troca ocorreu em virtude do encerramento, no último sábado (07), do prazo para a descompatibilização de cargo público. Com isso, André Garcia, que é um dos cotados para as disputas dos pleitos eleitorais deste ano, teve que deixar o comando da SESP. Fontes do meio político dizem que o ex-Secretário vai disputar a eleição para Deputado Estadual ou Governador.

O novo secretário de segurança vai encontrar uma situação bastante complicada. Falta tudo. Desde recursos materiais à humanos. No caso da Polícia Civil, por exemplo, delegacias estão caindo aos pedaços. O efetivo está defasado. Tanto a população quanto os profissionais da segurança pública sofrem com o descaso.

Em 1996, o número de habitantes no Espírito Santo era de 2.790.206 milhões. Naquele período, o efetivo da polícia civil capixaba era composto por 3.821 policiais. A última estimativa do IBGE traz que a população do Estado é de cerca de 4.016. 356 milhões.

Já o quadro de policiais civis da ativa é de pouco mais de 2.200 profissionais. Uma defasagem de aproximadamente 60%. Os cargos da Superintendência de Polícia Técnico-Científica, por exemplo, estão defasados em 80%.

Os servidores que estavam há quatro anos sem o reajuste salarial, receberam um valor de apenas 5%, longe de recompor a inflação dos últimos quatro anos que é de 29, 64%. As delegacias de polícia, responsáveis por receber a toda sociedade encontram-se em situações caóticas. Muitas estão caindo aos pedaços, conforme foi constatado pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), durante inspeções por todo estado.

Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES
Jorge Emílio Leal, presidente do Sindipol/ES

“O novo secretário vai encontrar muitas dificuldades. A atual situação da segurança pública é de calamidade. Tantos os profissionais quanto à sociedade são reféns da falta de uma política de Estado realmente estruturante. Desejamos sorte ao Coronel Nylton e que ele possa atender aos anseios dos profissionais da segurança pública e de toda sociedade”, disse o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

 

JUNTOS SOMOS FORTES, UNIDOS SOMOS IMBATÍVEIS