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Parece história de ficção, mas não é. Devido à política de massacre a segurança pública, a criminalidade dominou algumas regiões da Grande Vitória.

Na última quarta-feira (11), em entrevista a Rádio CBN, o novo Secretário de Segurança, Nylton Rodrigues afirmou que não existem áreas controladas pelo tráfico de drogas no Estado. Em fevereiro, em uma coletiva o ex-secretário André Garcia também fez a mesma afirmação.

No entanto, a realidade dos moradores de Serra, Cariacica, Vila Velha e Vitória está bem distante do cenário afirmado.

Segundo a reportagem, publicada última terça-feira (10), no Gazeta Online, os bandidos, dominam essas regiões e impõe aos moradores as suas próprias leis. Quem não segue fica sujeito a agressões físicas ou até mesmo a morte.

A reportagem vai totalmente ao encontro das denúncias já realizadas pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES) contra a política de desvalorização e massacre a segurança pública estadual.

Reféns da violência

O dia-a-dia dentro das comunidades da Grande Vitória é marcado pela insegurança e falta de liberdade. Segundo os próprios moradores, os traficantes chegam a determinar com quem as mulheres devem se relacionar.

“Foi há uns cinco anos. O chefe do tráfico estava preso e mandou raspar o cabelo da sua ex-mulher por conta de boatos de que ela estava tendo relacionamento com outro homem”, disse um morador de Cariacica.

Na Serra, na região de Central Carapina os moradores não possuem o direito de visitar amigos ou familiares que moram no bairro rival. Quem não seguir a lei pode ser expulso de casa ou até mesmo morto.

Em Vila Velha é proibido consumir drogas em frente às crianças e quem descumpre está sujeito às agressões a pauladas. Além disso, motoristas de aplicativos relatam que em Primeiro de Maio e Santa Rita são obrigados a comprovar a profissão e que são proibidos de entrar no bairro a noite.

Há também os registros de ocorrências em que os traficantes obrigam os motoristas a entrar nos bairros com vidros abaixados, com faróis apagados, com as luzes internas dos carros acesas ou no caso dos motociclistas sem o capacete.

Já em Vitória, no Morro da Piedade, é proibido ficar com mulher de ex-traficante e as meninas menores de idade são obrigadas a se relacionar com traficantes e quem descumpre tem os cabelos raspados.

Na ausência do Estado…

Hoje, a Segurança Pública sofre com a ineficiência das políticas de segurança. Faltam policiais, estrutura e materiais, ou seja, faltam os investimentos necessários para garantir o combate à ação dos criminosos.

Os policiais se desdobram diariamente, mas devido ao baixo efetivo os criminosos, atuam sem pudor, e impõe o terror dentro das comunidades.

Com isso, o Secretário de Segurança, Coronel Nylton, enfrentara um cenário totalmente diferente daquele afirmado em sua entrevista e pelo ex-secretário, e terá o desafio de promover as ações que reduzam os altos índices de violência provocados pela criminalidade em todo o Estado.

Para o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal, esses e outros casos são resultados da ausência do Estado e ineficiência das politicas de segurança.

“Hoje, o Governo tem avançado com políticas desenvolvimento social nessas regiões, mas deixa a segurança pública a desejar. Precisamos de mais investimentos na segurança pública e recomposição do efetivo policial, chega de massacre, a sociedade precisa de políticas públicas estruturantes e a presença efetiva do Estado não só regiões, mas em todo o ES”, concluiu

Foto: Ricardo Medeiros

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