CONSEQUENCIAS DA CENTRAL DE TELEFLAGRANTE PARA A POLÍCIA CIVIL DO ES

Comunicação SINDIPOL-ES | 21/07/2021

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O Sindipol/ES como representante legal de todos os policiais civis do estado tem o dever de alertar a categoria e toda sociedade sobre as possíveis consequências da extinção dos Plantões nas Delegacias, com a implantação do projeto Central de Teleflagrante da forma que está sendo proposta.

Para o Sindipol/ES, o projeto deveria ser implantado de forma totalmente contrária.  A Central de Teleflagrante pode proporcionar mais segurança para a população auxiliando Delegacias Regionais que não possuem Plantão, ou aquelas que possuem baixa demanda. Porém, a proposta é extinguir os Plantões físicos, direcionando os policiais civis para outras atividades e penalizando a população pela falta de profissionais.  

Entenda melhor em: SINDIPOL/ES E MANIFESTA SOBRE CENTRAL DE TELEFLAGRANTE

Atualmente, em todo o Estado, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, existem 18 Delegacias Regionais, 14 funcionam durante 24 horas e todos os dias da semana. O efetivo total para o funcionamento 24 horas de todos os atuais plantões é de 70 delegados e 90 escrivães. E, mesmo assim, os plantões ainda registram demora no atendimento, reclamação da população e de outros operadores da segurança.

RISCO DE MORTE PARA OS POLICIAIS CIVIS E DE NOVAS INVASÕES

Como uma equipe ficará em Vitória e os depoimentos serão colhidos virtualmente, com a Central de Teleflagrante, apenas dois policiais civis ficarão na Delegacia Regional para receber ocorrências com conduzidos e materiais apreendidos.

O Sindipol/ES acredita que, pelo histórico recente de invasões e de confrontos com morte de policiais, os profissionais poderão ficar expostos ao ataque de criminosos. A fragilidade na segurança pode ainda abrir espaço para a ampliação de contratos com empresas particulares de segurança patrimonial, o que deixa unidades com documentos, criminosos e materiais aprendidos, como armas, com a iniciativa privada.

A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo reitera que não é contra o avanço tecnológico na Polícia Civil. Para o Sindipol/ES, a medida pode ser adotada em caráter excepcional durante a formação dos novos policiais na Acadepol e enquanto o Governo não abre concurso público para todos os cargos.

O Sindicato segue lutando para que todas as delegacias do interior funcionem 24 horas e, para isso, segue cobrando concurso público. 

“A Central pode auxiliar Delegacias que não possuem plantão ou que registram pouca demanda. Os crimes dentro das circunscrições das Regionais só crescem e acontecem geralmente à noite. Deveríamos estar ampliando o atendimento da população e não limitando. Seguimos lutando pela recomposição no quadro de policiais, já que a defasagem supera 50%”, finalizou Aloísio Fajardo, presidente do Sindipol/ES.

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